Romancista gaúcho que figura entre os maiores da literatura brasileira, definia-se simplesmente como um “contador de histórias”. Foi um dos primeiros escritores brasileiros a viver exclusivamente de literatura. Estreou em…

Lygia Fagundes Telles estava com 18 anos e tinha publicado seu primeiro livro quando escreveu esta carta. Não lhe restava qualquer dúvida quanto à carreira de escritora que pretendia seguir, mas precisava da ajuda de Erico Verissimo, por quem nutria grande admiração.

São Paulo, 9 de setembro de 1941

Erico Verissimo, bons dias! Recebi o seu bilhete anunciando-me a viagem. E então, divertiu-se muito? Que homem feliz! Juro que chego a invejá-lo até! As minhas viagens – coitadinhas! –…

Em visita à filha Clarissa, no Estado americano da Virginia, Erico Verissimo escreve esta carta ao filho, o também escritor Luis Fernando Verissimo, que aqui grava um comentário, em vídeo. Sob o impacto da invasão militar da Tchecoslováquia por tropas da então União Soviética, o autor de O tempo e o vento faz questão de se manifestar em relação à invasão soviética.

McLean, 26 de agosto de 1968

…Lúcia Helena Massa Verissimo, mulher de Luis Fernando Verissimo. [3] N.S.: David Jaffe, genro de Erico Verissimo, casado com sua filha Clarissa, em cuja casa os pais estavam hospedados. [4]…

Vibrando com o talento da amiga Lygia Fagundes Telles, Erico Verissimo, nesta carta, não esconde seu encantamento com a coletânea de contos O jardim selvagem, publicada em 1965. A autora enviara o exemplar para os Estados Unidos, onde o romancista gaúcho visitava a filha, o genro e os netos, que moravam em Alexandria, no Estado americano da Virginia.

Alexandria, 6 de fevereiro de 1966

…no Gofredinho. Para você um abracíssimo deste seu velho amigo Erico Arquivo Lygia Fagundes Telles/ Acervo IMS. [1] N.S.: Livro de Erico Verissimo publicado em 1965. [2] N.S.: Novela de…

Lygia Fagundes Telles cursava ainda a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco quando começou a trabalhar como assistente do Departamento Agrícola do Estado de São Paulo. Embora estudasse para ser advogada, como o pai, aos 20 anos estava certa de que sua vocação era a literatura. Esta carta, escrita para Erico Verissimo, de quem era amiga, testemunha a insatisfação com o cargo público e a criação improvisada de um pequeno e delicioso conto.

São Paulo, 3 de julho de 1943

Erico Verissimo, estou numa sala onde trabalho, isto é, onde devo deixar todos os dias num livro, fincado como um marco, o vestígio da minha passagem. Em outros termos, funcionária…