Em maio de 1828, dom Pedro I, viúvo da imperatriz Leopoldina, recebeu a notícia de que a princesa bávara nascida na Itália dona Amélia de Leuchtenberg aceitara seu pedido de casamento. O contrato nupcial exigia o afastamento da amante do imperador, a marquesa de Santos, da corte, no Rio de Janeiro. Para cumprir a exigência do contrato, o imperador lhe escreve esta carta.

Rio de Janeiro, 13 de maio de 1828

…militar, Felisberto Caldeira Brant, o marquês de Barbacena (1772-1842), viajou para a Europa em 1828 a fim de negociar o casamento de dom Pedro I com dona Amélia de Leuchtenberg….

Em 1831, em meio a forte crise política, dom Pedro I abdicou em favor de Pedro de Alcântara, então com seis anos de idade, filho de seu primeiro casamento com dona Leopoldina. Foi obrigado a deixar o Brasil com a segunda mulher, dona Amélia de Leuchtenberg, e, na madrugada de 7 de abril daquele ano, noite da partida, ela, que estava com 19 anos e amava os enteados, deixou esta carta ao menino e futuro imperador dom Pedro II, como se pode ouvir na leitura em vídeo ao final da carta.

Rio de Janeiro, [abril de 1831]

Meu filho do coração e meu imperador, Adeus, menino querido, delícias de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu coração tinha adotado. Adeus para sempre. Quanto és formoso…

Obrigado a viajar para São Paulo a fim de tentar resolver crise política que ameaçava a ordem no Estado, dom Pedro I entregou temporariamente o governo a dona Leopoldina. Dias depois, recebeu a notícia de que Portugal exigia sua volta. Temendo que as tropas portuguesas atacassem o Rio de Janeiro antes do retorno do marido, em 2 de setembro a futura imperatriz presidiu reunião do Conselho de Estado, que deliberou pela independência do Brasil. A carta que se reproduz aqui teria sido lida por dom Pedro no dia 7 de setembro, às margens do Ipiranga, antes do lendário grito “Independência ou morte!”.

Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1822

Pedro, O Brasil está como um vulcão. Até no paço há revolucionários. Até portugueses revolucionários […].[1] As cortes portuguesas ordenam vossa partida imediatamente; ameaçam-vos e humilham-vos. O Conselho de Estado…

Amigo do romancista Aluísio Azevedo, fundou, com este e outros intelectuais como Sá Viana, Eduardo Ribeiro, Manuel de Bethencourt e Domingos Machado, o jornal O Pensador em São Luís, Maranhão….

A ardente experiência amorosa vivida pelo romancista Aluísio Azevedo em Lisboa contribuiu para que ele considerasse a capital portuguesa melhor que Vigo, cidade espanhola onde, em 1895, ele dava início à sua carreira diplomática – é o que revela esta carta plena de entusiasmo e erotismo, escrita ao amigo Florindo de Andrade.

Vigo, 2 de setembro de 1896

…da fé católica, e senti minha alma cantar as orações guerreiras do infante dom Henrique e do mísero dom Duarte, o cativo de Tânger.[1] Compreendi Nun’Álvares, contemplando as abóbadas dos…