Um dos maiores interlocutores de Augusto Boal quando o criador do Teatro do Oprimido esteve exilado, em Lisboa, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), Chico Buarque certa vez lhe mandou notícias por meio da canção Meu caro amigo, gravada em fita K7 e enviada além-mar. Esta versão, como se pode ouvir na leitura em vídeo ao final da carta,[1] contém trechos excluídos na versão final. O fato só seria revelado publicamente em 2016, quando a equipe do IMS entrevistou o compositor, que se surpreendeu, ele mesmo, com os versos.

Rio [de Janeiro], 20 de julho [de 1975]

…musicada por Chico Buarque para a peça Lisa, a mulher libertadora. [5] N.S.: Rádio e Televisão de Portugal, empresa estatal de telecomunicação portuguesa. [6] N.S.: Disco de Chico Buarque, lançado…

Compositor, escritor e dramaturgo, é um dos nomes mais notáveis da música popular brasileira. Começou a compor na década de 1960, e em 1966 ficou conhecido em todo o Brasil…

…também forma de crônica (Paulo Mendes Campos produziu várias) ou letra de música, como fizeram Noel Rosa e Chico Buarque. De uma maneira ou de outra, conservam o caráter de…

Preso e torturado durante o regime militar que vigorou de 1964 a 1985, o teatrólogo Augusto Boal exilou-se na Argentina, terra de sua mulher, a psicanalista Cecília Boal. Nesse período, recebeu convite da Secretaria de Cultura de Lisboa para integrar o núcleo de professores do governo português. A renovação de seu passaporte, porém, tinha sido recusada pelo governo brasileiro e só neste ano de 1976 aconteceria o julgamento que lhe permitiria, com o documento, mudar-se para Lisboa.

Buenos Aires, 3 de maio de 1976

foi encenada. [3] N.S.: Letra de Boal musicada por Chico Buarque para a peça Lisa, a mulher libertadora. [4] N.S.: Jane Spitfire ou A deliciosa e sangrenta aventura latina de…