Em 1876, dom Pedro II, aos 51 anos de idade, fez sua segunda viagem à Europa. Partiu do Brasil em março e, cumprindo o roteiro, fazia escala nos Estados Unidos, de onde escreveu à condessa de Barral, antes de encontrá-la em Paris. 

Boston, 12 de junho de 1876

Condessa,

Não imagina o prazer que suas cartas me causam. Não pensei que as sauda­des chegassem a tanto; também considero a você como uma de minhas melhores afeições. Você também se lembra todos os dias do viajante? Queria enviar-lhe meu diário; mas o tempo é muito escasso, e disse à Isabel que podia comunicá-lo a […]

Depois de mais de trinta anos de amizade com a condessa de Barral, o imperador dom Pedro II sofre as saudades da distância que os separa: ele no Rio de Janeiro, ela em Roma.

Rio de Janeiro, 7 de junho de 1880

Condessa,

Cheguei às oito e meia para nove horas da manhã.

Careço de tempo para copiar as notas de minha viagem que muito me agradou. O Paraná é uma bela província de grande futuro. O frio fortificou-me, chegou numa manhã em Curitiba a dois graus abaixo de zero. Não imagina quanto você me faltou durante […]

Em 1876, dom Pedro II, aos 51 anos de idade, fez sua segunda viagem à Europa. Partiu do Brasil em março, passou pelos Estados Unidos, e no ano seguinte, de Viena, escreve à sua amiga, a condessa de Barral, a quem encontraria em Paris. 

Viena, 29 de março de 1877

Condessa,

Perdão dos agravos, e sobretudo se tenho sido injusto a respeito de sua amizade. Brigue; tenha os repentes a que não puder resistir, que eu sou cada vez mais seu amigo, e apenas verei nessas manifestações a prova de que você não é indiferente à afeição que lhe consagro. Tomara-me já perto de você […]

Em 1876, dom Pedro II, aos 51 anos de idade, fez sua segunda viagem à Europa. Partiu do Brasil em março desse ano, passou pelos Estados Unidos e, um ano depois, já no velho continente, se aproximava de Paris, onde encontraria a condessa de Barral. Ela permaneceria na Europa, enquanto o imperador voltava para o Brasil em setembro de 1877.

[Itália, 15 de março de 1877]

Condessa,

Hoje deixo a Itália sentindo que você não a tivesse percorrido em minha companhia. Felizmente daqui a um mês estarei aí, e se você quiser que de boas conversas teremos! Creia que as saudades crescem todos os dias – o mato custa a romper – e muita falta me têm feito suas cartas que […]

Carta aos amigos de São Paulo

De: Castro Alves Para: Amigos de São Paulo

Apesar dos cuidados que lhe dispensaram os amigos paulistas, Castro Alves precisou viajar ao Rio de Janeiro para se tratar de uma ferida no pé causada por um tiro de espingarda durante uma caçada nos campos do bairro do Brás, em São Paulo. Na capital carioca, foi hóspede do amigo Luiz Cornélio dos Santos, mas, sem sucesso no tratamento, teria o pé amputado em junho de 1869.

Rio de Janeiro, 25 de maio de 1869

Eis-me na corte há quatro dias, eu, pobre in­válido, que não podia chegar até a sala!… Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me.

[…][1]

E custou-me bem aquele último abraço a bordo, à tarde, quando o vento […]