Presença de destaque no meio cultural paulistano de sua época, Nazaré Prado era irmã de Paulo Prado, o incentivador da Semana de Arte Moderna. Casou-se com o diplomata Oduwaldo Pacheco…

Crítico teatral, ensaísta e professor, começou a escrever crítica teatral na revista Clima, de que foi um dos fundadores e diretores ao lado Antonio Candido e Gilda de Mello e…

Neste notável bilhete, o poeta Carlos Drummond de Andrade, colaborador assíduo do “Suplemento Literário” de O Estado de S. Paulo, dá ao então editor Decio de Almeida Prado a liberdade de fazer uma alteração em seu poema “Os materiais da vida”. Os cuidados de Drummond com o emprego da palavra “coitos” nesse poema, e do verbo “copular” em outro, foram estudados por Mariana Quadros em “Cartas de estimação de Carlos Drummond de Andrade”. A palavra seria mantida na versão publicada em A vida passada a limpo (1959).

Rio [de Janeiro], 22 de setembro de 1959

Meu caro Decio de Almeida Prado, Você encontrará junto dois poemas que os leitores do seu suplemento não poderão achar excessivamente compridos. No segundo, a palavra coitos, se porventura parecer…

Como colaborador prudente do “Suplemento Literário” de O Estado de S. Paulo, dirigido por Decio de Almeida Prado de 1956 a 1967, Carlos Drummond de Andrade lhe enviou este curioso bilhete em que dá ao editor a liberdade de fazer alteração importante no poema que o IMS gravaria em DVD, “Especulações em torno da palavra homem”. Os cuidados de Drummond com o emprego do verbo nesse poema, e em um outro de natureza semelhante, foram estudados por Mariana Quadros em “Cartas de estimação de Carlos Drummond de Andrade”. O verbo copular seria mantido na versão publicada em A vida passada a limpo (1959), conforme decisão do poeta expressa neste bilhete. 

Rio [de Janeiro], 3 de fevereiro de 1957

Prezado Decio de Almeida Prado, Um abraço Aí vai, para o suplemento do Estado, qualquer coisa parecida com um poema, longo e monótono de caso pensado. Se achar que o…

A paixão de Graça Aranha por Nazaré Prado, sua companheira nos últimos anos de vida, inspirou as cerca de três mil cartas que ele lhe endereçou, dentre as quais a que se reproduz aqui. Parte dessa correspondência foi reunida por ela em Cartas de amor (1935), que permanece inédito. Graça Aranha foi casado com Maria Genoveva, a Iaiá, filha do conselheiro José Bento de Araújo, presidente da província do Rio de Janeiro entre 1888 e 1889.

Haia, 2 de janeiro de 1914
Sexta-feira, 6 horas

Minha doce Petite Chose adorée, alma de minha alma, meus formosos olhos de saudade! meu Tudo, oh!, como eu te tomaria nos meus braços apaixonados e te beijaria e na…