Mulher do jornalista Júlio de Mesquita Filho, acompanhou o marido nos seus dois exílios. Dedicou-se à família, aos filhos e netos, e ao trabalho voluntário na Associação Santa Terezinha, em…

Durante a revolução constitucionalista de 1932, contra o governo do então presidente Getúlio Vargas, o jornalista Júlio de Mesquita Filho lutou no front, de onde, de 9 de julho a 2 de outubro, se correspondia com a mulher, Marina. Apaixonada, ela enfrenta com coragem e bom humor a ausência do marido, sem deixar de se revoltar pela falta que ele lhe faz.

São Paulo, 14 de julho de 1932

…filhos, o Estado e uma mulher cacete que o adora e lhe manda muitos e muitos beijos. Marina P.S.: Pregue esta medalha na camisa e não tire nunca. Cartas do…

O golpe de 10 de novembro de 1937, que instaurou o Estado Novo no Brasil, levou o jornalista Júlio de Mesquita Filho ao exílio pela segunda vez. Refugiado em Paris, para onde a mulher e os três filhos seguiriam ao seu encontro, só voltaria ao Brasil em 1943. De Buenos Aires, onde morou depois de deixar a capital francesa, e já desgastado pela longa ausência, escreve esta carta à mulher, no Rio de Janeiro.

Buenos Aires, [1940]

Marina, Todas as perguntas que você me formulou, ontem, eu já as havia antecipadamente respondido na minha última carta. Nada ficou sem respostas, nem mesmo o que eu penso do…