Em 22 de fevereiro de 1868, o Correio Mercantil publicara uma carta de José Alencar a Machado de Assis, escrita no dia 18 do mesmo mês, apresentando-lhe Castro Alves, que, então com 21 anos de idade, visitava o Rio de Janeiro. Esta carta que se reproduz aqui e que seria publicada no Correio Mercantil em 1º de março do mesmo ano contém a consagradora resposta do romancista de Dom Casmurro.

Rio de Janeiro, 29 de fevereiro de 1868

Excelentíssimo senhor,

É boa e grande fortuna conhecer um poeta; melhor e maior fortuna é recebê-lo das mãos de vossa excelência, com uma carta que vale um diploma, com uma recomendação que é uma sagra­ção. A musa do senhor Castro Alves não podia ter mais feliz introito na vida literária. Abre os olhos em pleno […]

Em 1868, Castro Alves viajou para o Rio de Janeiro com a atriz Eugênia Câmara, por quem se apaixonara no Recife. Fora recomendado a José de Alencar, que, nesta carta, publicada no Correio Mercantil em 22 de fevereiro, apresenta o poeta de “O navio negreiro” a Machado de Assis.

Tijuca [Rio de Janeiro], 18 de fevereiro de 1868

Ilustríssimo senhor Machado de Assis,

Recebi ontem a visita de um poeta. O Rio de Janeiro não o conhece ainda; muito breve o há de conhecer o Brasil. Bem entendido, falo do Brasil que sente; do coração e não do resto. O senhor Castro Alves é hóspede desta grande cidade, alguns dias apenas. Vai a […]

Joaquim Nabuco era aluno do Colégio Pedro II e tinha apenas 15 anos quando escreveu esta carta a Machado de Assis em resposta à saudação que o autor de Dom Casmurro lhe fizera no folhetim “Ao Acaso”, do Diário do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1865.

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 1865

Meu caro senhor,

Tenho em vista o Diário de ontem, na crônica “Ao acaso” deparo com algumas linhas ao meu respeito, caídas de sua pena; li e reli o que sobre mim escreveu, e depois de meditar sobre estas linhas decidi-me a aventar sobre elas as duas considerações que se seguem:

Não sou poeta; as […]

Recusado pela família de Ana Amélia, por quem se apaixonara no Maranhão, Gonçalves Dias sofreria dessa recusa até morrer. De volta ao Rio de Janeiro, casa-se com Olímpia Coriolano da Costa, em setembro de 1852. Infeliz com o casamento e sempre doente, apreendendo a morte, faz este desabafo ao seu amigo mais próximo, Teófilo. Gonçalves Dias viveria ainda onze anos depois que escreveu esta carta.

Rio [de Janeiro], 10 de julho de 1853

Mano e amigo do coração,

Há muito tempo que não tenho recebido cartas tuas, sei por que desgostos tens passado e te desculpo, no entanto torna-se menor a dor que se comunica, e, ao menos de mim o digo que nas minhas horas de tristeza e de pesar, que as tenho e muitas, sinto de […]

No dia 13 de maio de 1828, dom Pedro I enviou uma carta à marquesa de Santos proibindo-a de permanecer na corte por exigência do contrato de seu casamento com Amélia de Leuchtenberg, princesa bávara nascida na Itália, com quem se casaria no ano seguinte. Esta é a resposta da marquesa.

[Rio de Janeiro, 13 de maio de 1828]

Senhor,

Recebi ao meio-dia a carta de vossa majestade e não respondi logo, como devia, por causa de uma grande dor de cabeça que me acompanhava. Agora que me acho melhor, agradeço a vossa majestade a honra que me fez, pois se vossa majestade tivesse feito isto há mais dias, já estava tudo decidido. Eu, […]