Quando se pensa na correspondência de Mário de Andrade, mesmo os não dedicados ao estudo dela têm a noção de sua expressividade, tanto em importância para a cultura e literatura brasileiras quanto em dimensão numérica.

Em uma de suas primeiras cartas a Carlos Drummond de Andrade, de 10 de novembro de 1924, o poeta de […]

Há duas maneiras de contemplar a obra do escritor americano Philip K. Dick (1928 – 1982): a primeira, absolutamente válida, envolve admirar a sua portentosa imaginação, capaz de sonhar com outras realidades muito diferentes das nossas. Foi esse K. Dick que descobri ainda na adolescência, nas edições azul-bebê que dominavam os sebos no litoral gaúcho […]

Como acontece com todo pintor, a cada quadro o colombiano Fernando Botero, nascido em 1932, tem que lidar com um dos fundamentos de sua prática: a cor. Como é a composição cromática em A carta, de 1976? Para responder, precisamos primeiro identificar quais as cores presentes na pintura para, em seguida, observarmos como são distribuídas […]

“Não há carta de rompimento que não seja ridícula”, escreveu o escritor argentino Ricardo Piglia em seu Diários de Emílio Renzi, deixando sem saída os que acreditavam só se expor ao risível em situação inversa, para lembrar Fernando Pessoa no famosíssimo verso: “Todas as cartas de amor são ridículas”.

A afirmação de Piglia foi feita […]